Dados da Receita, CNH e registros de veículos: entenda como funcionava plataforma que vendia dados sigilosos
Polícia Civil prende suspeitos de vender informações sigilosas Dados da Receita Federal, da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), registros de veículos ...
Polícia Civil prende suspeitos de vender informações sigilosas Dados da Receita Federal, da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), registros de veículos e até informações de sistemas de segurança pública eram vendidos por uma organização criminosa por meio de uma plataforma investigada pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). Nesta quinta, quatro suspeitos foram presos suspeitos de integrar a organização (30).Segundo a investigação, usuários compravam créditos por Pix ou criptomoedas e usavam o site para fazer consultas a informações protegidas por sigilo. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. A plataforma registrou mais de 18 milhões de consultas entre maio de 2023 e junho de 2024 e tinha mais de 45 mil cadastros e 7,2 mil usuários ativos. Como funcionava o esquema De acordo com a investigação, os usuários compravam créditos antecipadamente, por Pix ou criptomoedas, para fazer consultas na plataforma. O serviço também era divulgado por uma rede de revendedores em redes sociais e aplicativos de mensagens. Durante a investigação, policiais fizeram consultas de teste e conseguiram acessar dados reais de autoridades públicas do Distrito Federal. Segundo a PCDF, isso demonstrou que as informações disponibilizadas pela plataforma eram válidas. A polícia afirma ainda que o grupo já havia sido alvo de intervenções anteriores, mas conseguia retomar as atividades poucas horas depois. Para isso, mudava os serviços para outros provedores, criava novos endereços para a plataforma e substituía integrantes presos. A investigação identificou movimentação de mais de R$ 450 mil sem origem lícita comprovada entre dezembro de 2024 e março de 2025. Segundo a PCDF, o esquema tinha potencial para arrecadar mais de R$ 1 milhão. Os pagamentos eram feitos, inclusive, em criptomoedas e passavam por contas de terceiros. Parte do dinheiro teria sido usado na compra de bens registrados em nome de familiares. Nesta quinta, foram cumpridos quatro mandados de prisão, sendo três preventivos e um temporário, além de seis mandados de busca e apreensão. As ordens judiciais foram cumpridas em Três Passos e Gravataí, no Rio Grande do Sul; Bragança Paulista, em São Paulo; e Casimiro de Abreu e Rio das Ostras, no Rio de Janeiro. A Justiça também determinou o bloqueio de até R$ 2 milhões em dinheiro e criptoativos dos investigados. Segundo a Polícia Civil, os investigados podem responder por invasão de dispositivo informático, receptação, organização criminosa e lavagem de dinheiro. PCDF prende suspeitos de esquema com 18 milhões de consultas PCDF/Divulgação A investigação continua para identificar outros integrantes do grupo, descobrir quem fornecia os acessos aos sistemas e localizar revendedores e usuários da plataforma. LEIA TAMBÉM: CAOS NA SAÚDE: famílias ainda esperam por respostas após mortes de bebês na rede pública de saúde SERVIDORES DA CLDF: MP investiga uso de dinheiro público em viagem para evento esportivo nos EUA Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.